| "Capoeira na comunidade: ginga de saberes para Educação das Relações Étnico-raciais” |
Norma Silvia Trindade de Lima |
FE |
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O projeto se propõe a mobilizar a capoeira como um dispositivo pedagógico inclusivo e descolonial.
Trata se de uma parceria entre o Coletivo de pesquisa, ensino e extensão Educação em giras descoloniais e inclusivas (disponível em https://educacaoemgiras.site/), integrante do Grupo de Pesquisa Educação, linguagem e práticas culturais - PHALA, linha 8 Linguagem e Arte na Educação, Programa de Pós Graduação em Educação, PPGE, coordenado pela Profª. Drª. Norma Silvia Trindade de Lima e o Grupo de Capoeira Angola Ubuntu/São José dos Campos/SP, coordenado pelo Mestre Sidney Reis.
*Para mais informações consulte o docente responsável
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| "Modelagem e monitoramento Hidráulico/Hidrológico da Área de Proteção Ambiental (APA) de Campinas/SP" |
André Luis Sotero Salustiano Martim |
FECFAU |
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Neste projeto, será feito um monitoramento hidráulico/hidrológico da APA Campinas, a fim de avaliar a disponibilidade hídrica da região. Com a medida da vazão dos ribeirões e riachos a região da APA Campinas, e avaliação do volume acumulado nos pequenos barramentos, pode-se ter uma estimativa da situação atual dos afluentes do rio Atibaia. Será realizado também o levantamento da ictiofauna e a identificação, descrição e caracterização da cobertura vegetal existente nas áreas do entorno dos pontos de medição de vazão. Os resultados deste trabalho podem subsidiar a elaboração do Plano de manejo e gestão de recursos hídricos, além de contribuírem para aplicação de medidas mitigadoras, com a recuperação da Mata Ciliar para a produção de mais água para o abastecimento do rio Atibaia, importante fonte de captação de água para a população de Campinas, SP e cidades a jusantes. Assim, espera se contribuir para futuros estudos quanto à gestão adequada dos recursos hídricos da região, auxiliando a tomada de decisão do poder público.
*Para mais informações consulte o docente responsável
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| A relação da microbiologia de alimentos no preparo de alimento |
Nathália Cristina Cirone Silva |
FEA |
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Hoje a comunidade em geral não enxerga todas as contribuições da universidade, e, mais que isso, desconhece as melhores formas de preparo, consumo e conservação de alimentos. As comunidades que já preparam seus produtos possuem dificuldade em entender a real necessidade dos cuidados. Recoonhecem a importância, mas não visualizam em números de surtos, ou crescimento microbiano que não aparece (uma vez que patógenos nem sempre deterioram os produtos). O uso de linguagem mais acessível e o uso de mídias comuns à população, que fogem dos sites científicos, facilita essa comunicação. O Youtube e instagram tem papel importante nessa divulgação e o alcance pode ser alto. O instagram do nosso laboratório, @microbio_alimentos_fea possui publicações com mais de 20 mil visualizações, e acredito que com uma equipe de docentes e alunos, a divulgação possa ser maior.
*Para mais informações consulte o docente responsável
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| Abril Indígena é o ano inteiro |
Sergio Resende Carvalho |
FCM |
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O Abril Indígena é um mês orientado para a visibilidade e o fortalecimento da diversidade, das lutas e das conquistas dos povos originários no Brasil. A Unicamp tornou-se um importante território indígena, um território multiétnico com mais de 400 estudantes indígenas, de 50 povos diferentes. O Abril Indígena pode ser uma oportunidade para celebrar e valorizar essa presença na Unicamp, bem como para discutir pautas importantes para o corpo discente indígena e para as comunidades indígenas de Campinas, que, segundo Censo de 2022, tem uma população de 1.569 indígenas.
A presente proposta compreende um conjunto de atividades a serem realizadas entre os dias 11 e 13 de maio de 2025 na Faculdade de Ciências Médicas. Trata-se de atividades artísticas protagonizadas por estudantes indígenas da Unicamp e de atividades relacionadas à discussão de uma pauta importante para os estudantes indígenas da Unicamp e a população indígena de Campinas: a criação de um ambulatório de saúde indígena. O coletivo EtnoCidade, grupo indígena e não indígena da cidade de Campinas, externo à Unicamp, participará das atividades, que envolverá também representante do Hospital do Índio de São Paulo e do Centro de Saúde Indígena Bahserikowi (Manaus/AM).
Essas atividades serão abertas para participação da comunidade externa à Unicamp, especialmente da população indígena de Campinas. A participação do EtnoCidade e dos coletivos de estudantes indígenas da Unicamp será fundamental para a divulgação do evento para essa população.
*Para mais informações consulte o docente responsável
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| Acervo Arquiteto Decio Tozzi: Digitalização e Documentação |
Ana Maria Tagliari Florio |
FECFAU |
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Introdução
A pesquisa aqui proposta consiste na organização, digitalização e documentação do acervo do arquiteto Decio Tozzi presente na BAE Unicamp.
Decio Tozzi arquiteto graduado pela Universidade Mackenzie, é autor de diversos projetos importantes e que muito contribuiu para o enriquecimento da arquitetura paulista e brasileira. No ano de 2018 o arquiteto doou todo seu acervo profissional, com desenhos, projetos, maquetes, painéis e outros materiais à BAE Unicamp. Trata-se do primeiro acervo de um arquiteto doado à BAE Unicamp, que inaugura esta categoria, o que justifica a contribuição deste trabalho como de grande relevância para a divulgação da arquitetura e cultura brasileira e também para a realização de estudos sobre sua obra e arquitetura que, até o momento, foram pouco exploradas por pesquisas científicas e acadêmicas.
Este inédito material contribuirá para a realização de estudos sobre sua obra e arquitetura que, até o momento, foram pouco exploradas por pesquisas científicas e acadêmicas. Como observa Leonardo Castriota (2011. p.15) a pesquisa na área de História da Arquitetura e Urbanismo na América Latina tem passado por mudanças significativas nos últimos anos, refazendo-se versões tradicionais da historiografia dominante. Este fator se deve especialmente pelos novos acervos que vem sendo organizados e divulgados nos últimos anos.
O acervo do arquiteto Decio Tozzi necessita de uma organização, descrição, armazenagem e catalogação, para posterior digitalização, difusão, divulgação, disponibilização e usufruto do material para a comunidade acadêmica.
Um trabalho inicial já fora realizado com a coordenação dos professores Ana Tagliari e Wilson Florio vinculado ao Grupo de Pesquisa ‘Arquitetura: Projeto, representação e análise’ (CNPq/Unicamp), juntamente com a coordenação da BAE, Danielle Ferreira e Elizangela Santos Souza, com o auxílio dos bolsistas BAS SAE, desde 2019. O trabalho consistiu na higienização do acervo, armazenamento com TNT, e descrição do conteúdo das pranchas de cada projeto em planilha do Excel. Todos os CDs e disquetes foram abertos para verificação do conteúdo. Foi iniciado o trabalho de digitalização, ainda de maneira artesanal, com fotos de documentos e de algumas pranchas. Uma metodologia foi sendo organizada para o trabalho das próximas etapas ser desenvolvido.
Nas etapas iniciais ocorridas principalmente entre 2019 e 2023, os bolsistas trabalham diariamente no acervo onde recebem treinamento para realizar a higienização, utilizando para isso material e técnicas apropriadas e em paralelo, fizeram a descrição em planilha pré-elaborada, do estado de conservação e descrição técnica arquitetônica.
Assim sendo, como resultados, temos a grande responsabilidade de cuidar deste patrimônio, pois este acervo, pertencente agora a Universidade pública, necessita de um trabalho permanente de preservação, organização para que se torne acessível; permitindo assim a promoção do conhecimento e da pesquisa para a comunidade acadêmica e externa em geral.
Pretende-se dar continuidade aos trabalhos no acervo, em etapas de digitalização e documentação, além de criar condições para que haja investigação do acervo doado e incentivo ao estudo da obra do arquiteto Decio Tozzi.
Referências
CASTRIOTA, Leonardo Barci (org.). Arquitetura e Documentação. São Paulo: Annablume, Belo Horizonte: IEDS, 2011. 372p
Objetivos
O objetivo deste projeto é dar continuidade as etapas de tratamento do acervo de documentos de arquitetura para futura disseminação e acesso aos materiais pela comunidade em geral, apoiando a pesquisa acadêmica da área.
Os objetivos principais da pesquisa são: Organização, descrição, armazenagem, catalogação, digitalização, difusão e disponibilização do acervo.
Metodologia
Em julho de 2018, a Biblioteca da Área de Engenharia e Arquitetura da Unicamp (BAE) recebe o acervo do arquiteto Decio Tozzi, composto resumidamente por:
• 2 mapotecas de projetos, uma com 15 gavetas e a outra com 5 gavetas;
• 3 caixas altas de papelão, nas quais estavam divididos 86 tubos de projetos;
• 2 painéis de pvc, utilizadas na Bienal Internacional de Arquitetura;
• 1 maquete de arquitetura;
• Caixas de papelão com CDs, disquetes e outros documentos do acervo;
• E ainda 1400 exemplares do livro “Arquiteto Decio Tozzi” (2005), editora D’Auria.
A primeira atividade desenvolvida com o recém-chegado acervo foi uma solenidade de celebração da doação, promovida pela BAE e FEC Unicamp, que ocorreu no dia 04 de setembro de 2018, data na qual também foi formalizada a concessão. Neste dia o arquiteto Decio Tozzi realizou uma palestra sobre sua arquitetura, seguida de uma sessão de autógrafos de exemplares do livro “Arquiteto Decio Tozzi” que foram doados para os visitantes. As autoras também organizaram uma exposição, que teve início neste mesmo dia, de alguns materiais do acervo doado e banners que permaneceram por algum período no saguão da biblioteca afim de dar publicidade a aquisição deste importante material.
Após esta solenidade, os envolvidos foram em busca de referências em curadoria de acervo a fim de consolidar um método de trabalho condizente com as necessidades do material e dentro das possibilidades institucionais. E no ano seguinte algumas ações tomaram início e desenvolvimento, o que será relatado a seguir.
• Remoção do pó com o uso de panos secos, no caso dos tubos, e trinchas macias, para os desenhos;
• Remoção de crostas e fitas adesivas com uso de bisturi;
• Aplicação de TNT em pontos com resquício de cola de fitas adesivas;
• Novo armazenamento dos projetos em TNT.
Para cumprimento desta proposta, etapas e procedimentos foram organizados de modo a contribuir para atingir as metas almejadas:
Etapa 1: Digitalização dos projetos e documentos por meio de fotografias digitais;
Etapa 2: Tratamento das imagens em programas gráficos;
Etapa 3: Organização dos arquivos em alta e baixa resolução;
Etapa 4: Organização de uma plataforma para disponibilização dos arquivos em baixa resolução para consultas públicas, juntamente com a catalogação que permitirá ter o número de chamada de cada prancha e projeto;
Etapa 5: Organização de documentos a serem gerenciados pela BAE Unicamp para controle da disponibilização dos arquivos para a comunidade.
Resultados esperados
Higienização e identificação do acervo técnico necessários para o processo de catalogação do acervo.
A partir da proposta aqui apresentada e de seus resultados práticos estima-se que os estudantes e pesquisadores do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unicamp e da comunidade externa poderão se beneficiar deste trabalho de organização e difusão do acervo de arquitetura da BAE.
O público-alvo são estudantes de arquitetura e engenharia, além de estudantes de História da arquitetura da Unicamp e da comunidade externa.
Dentre os resultados esperados destacamos que a organização e difusão do acervo contribuirá para a criação de repertório, além da ampla discussão sobre arquitetura, entre estudantes de arquitetura principalmente.
A contribuição deste trabalho é de grande relevância para a divulgação da arquitetura e cultura brasileira, pois trata-se de um material praticamente inédito.
Dentro do período de 2 anos que compreende este projeto de extensão, e diante do volume grandioso de projetos e documentos a serem digitalizados, acreditamos que a pesquisa se desenvolverá principalmente nas etapas 1 e 2, em um número limitado de projetos.
Segundo Benoit Godin e Christian Dore em “Measuring the impacts of science, beyond the economic dimension”, dentre os 11 impactos identificados pela Fapesp, este projeto aqui apresentado deverá ter ao menos quatro tipos de impacto: científico, cultural, social e educacional.
Referência
Godin, Benoit; Dore, Christian. Measuring the impacts of science, beyond the economic dimension. Science and Society, 2012.
Cronograma e datas previstas para visitas externas (quando couber).
Neste sentido foram organizadas atividades para organização do acervo. Há três grandes atividades: Organizar, armazenar e disponibilizar.
1-Organização, descrição, armazenagem e catalogação;
2-Digitalização;
3-Difusão, divulgação, disponibilização e usufruto do material para a comunidade acadêmica;
4-Promover investigações ligadas ao acervo;
5- Envolver o acervo com atividades culturais a fim de motivar a relevância do material como elemento documental.
Neste projeto, para cumprimento desta proposta, etapas e procedimentos foram organizados de modo a contribuir para atingir as metas almejadas:
Etapa 1: Digitalização dos projetos e documentos por meio de fotografias digitais;
Etapa 2: Tratamento das imagens em programas gráficos;
Etapa 3: Organização dos arquivos em alta e baixa resolução;
Etapa 4: Organização de uma plataforma para disponibilização dos arquivos em baixa resolução para consultas públicas, juntamente com a catalogação que permitirá ter o número de chamada de cada prancha e projeto;
Etapa 5: Organização de documentos a serem gerenciados pela BAE Unicamp para controle da disponibilização dos arquivos para a comunidade.
*Para mais informações consulte o docente responsável
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| Ações de extensão interdisciplinares para promoção do Uso Racional de Medicamentos em idosos |
Elisdete Maria Santos de Jesus |
FCF |
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Política Nacional de Medicamentos brasileira preconizam que o uso racional de medicamentos se dá quando os pacientes recebem a medicação adequada às suas necessidades clínicas, nas doses correspondentes aos seus requisitos individuais, durante um período adequado e ao menor custo possível para si e para a comunidade. O projeto tem como objetivo realizar ações de extensão interdisciplinares para a promoção do uso racional de medicamentos na população do distrito de saúde norte do município de Campinas- SP. O presente projeto caracteriza-se como desenvolvimento de um modelo estratégico para implementação ações de extensão para promoção do uso racional de medicamentos em dois Centros de Saúde (CS), CS São Marcos e CS San Martin, localizados no distrito de saúde norte do município de Campinas-SP. A população alvo dessas ações serão os usuários atendidos nos centros de saúde. As atividades serão realizadas entre os meses de abril e maio de 2024, correspondendo às atividades de extensão da disciplina FR107 do Curso de Farmácia da Faculdade de Ciência Farmacêuticas da Unicamp. Espera-se que os resultados obtidos no presente projeto contribuam para elevação da qualidade de vida dos usuários dos Centros de Saúde (CS) e a diminuição dos problemas relacionados a medicamentos, sobretudo aqueles associados a automedicação na vigência de epidemia de dengue, ao uso de contraceptivos e dos impactos ambientais decorrentes do descarte inadequado de medicamentos.
*Para mais informações consulte o docente responsável
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| Ações de extensão interdisciplinares para promoção do uso racional de medicamentos nos Centros de Saúde do distrito norte do município de Campinas -SP. |
Elisdete Maria Santos de Jesus |
FCF |
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A Política Nacional de Medicamentos preconiza que o uso racional de medicamentos se dá quando os pacientes recebem a medicação adequada às suas necessidades clínicas, nas doses correspondentes aos seus requisitos individuais, durante um período adequado e ao menor custo possível para si e para a comunidade. Dessa forma o objetivo desse projeto é realizar ações de extensão interdisciplinares para a promoção do uso racional de medicamentos nos Centros de Saúde do distrito norte no município de Campinas -SP. O projeto se caracteriza como desenvolvimento de um modelo estratégico para implementação ações de extensão para promoção do uso racional de medicamentos em Centros de Saúde (CS) possui carga horaria de 15 horas e está vinculado as ações de curricularização da Disciplina FR502 - Epidemiologia Para Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp. A proposta é de realizar ações de educação em saúde com a comunidade atendida nos centros de saúde que aceitem participar das atividades. As atividades estarão direcionadas para verificação de parâmetro clínicos (Aferição de Temperatura, Pressão arterial e Glicemia capilar) e orientações verbais e escritas (Folder, Cartaz, banner e cartilhas educativas) a respeito dos riscos da automedicação, uso correto dos medicamentos, práticas de armazenamento correto em domicílio - Farmácia caseira, descarte ambientalmente adequado dos medicamentos, formas farmacêuticas e vias de administração, bem como, orientar a respeito de temas relevantes a respeito do uso dos medicamentos. Resultados esperados, espera-se que os resultados obtidos contribuam para elevação da qualidade de vida dos usuários e a diminuição dos problemas relacionados a medicamentos, sobretudo aqueles associados a automedicação, outro sim, espera-se que o projeto possa contribuir para o aprendizado e visão crítica dos alunos a respeito do papel desenvolvido pelo farmacêutico e a equipe multidisciplinar no Sistema Único de Saúde.
*Para mais informações consulte o docente responsável
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| Acústica, transformação e aprendizagem |
Maria Fernanda de Oliveira |
FECFAU |
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O projeto de extensão “Acústica, transformação e aprendizagem” foi formulado para o desenvolvimento de ações que articulem o conhecimento acadêmico e as demandas reais da sociedade. O projeto prevê a participação de docentes, discentes e funcionários da Unicamp atuando em Escolas da Rede Municipal de Campinas, em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação, diretores, professores e alunos da rede básica de ensino. A motivação para o desenvolvimento deste projeto de extensão parte da identificação de um problema real que acomete muitos ambientes escolares, identificado na falta de qualidade acústica em espaços de aprendizagem, e do entendimento da importância da acústica para a correta performance dos alunos.
Pretende-se, com este projeto, proporcionar a aproximação da academia com a sociedade por meio de atividades vinculadas à prática profissional, em especial, a adequação acústica de espaços de aprendizagem, promovendo momentos de aplicabilidade dos conhecimentos teóricos e práticos desenvolvidos na Universidade. E mais, atuar em conjunto com a comunidade escolar para o entendimento de suas condições espaciais, na listagem de problemas passíveis de resolução por meio de projeto de extensão, na aplicação e avaliação de soluções e na divulgação e difusão dos resultados.
*Para mais informações consulte o docente responsável
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| Aki Hekugu, A Fala Verdadeira: ações para o fortalecimento da língua Kalapalo (Alto Xingu, Território Indígena do Xingu, MT) |
Antonio Roberto Guerreiro Junior |
IFCH |
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Esta proposta tem como objetivo atender a uma demanda da comunidade de professores do povo Kalapalo por ações voltadas ao fortalecimento de sua língua. Os Kalapalo são hoje uma população de cerca de 1000 pessoas vivendo em 13 aldeias no Território Indígena do Xingu (MT), a maioria distribuída ao longo do curso do Rio Culuene, o principal afluente do rio Xingu. Os Kalapalo são falantes de uma das quatro variedades da Língua Karib do Alto Xingu, ao lado dos Kuikuro, Matipu, Nahukua e Angaguhütü. Sua língua, assim como as demais variedades do karib alto-xinguano, foram registradas como patrimônio brasileiro no Inventário Nacional da Diversidade Linguística em 2016, com apoio de membros de nossa equipe que levantaram dados sociolinguísticos para subsidiar o processo. Hoje, toda a população Kalapalo fala sua língua materna fluentemente, mas a pressão exercida pela língua portuguesa se faz sentir cada vez mais na vida cotidiana, de tal forma que têm se tornado mais comuns os contextos nos quais o uso da língua portuguesa é preferido em relação ao uso da língua kalapalo.
Assim como as demais línguas karib da região, o Kalapalo teve uma grafia padronizada em meados dos anos 1990, que foi utilizada na produção de seu primeiro (e único) material de alfabetização e na formação de uma primeira geração de professores indígenas. Contudo, atualmente os professores Kalapalo consideram que sua grafia não é completamente adequada, o que reflete uma série de fatores que se acumulam em sua história recente, tais como: desconsideração de diferenças linguísticas entre as variedades do karib xinguano no momento da elaboração da grafia; transformações fonéticas ocorridas nas últimas décadas; mudanças
linguísticas associadas às relações da língua kalapalo com outras línguas indígenas vizinhas e a língua portuguesa; e a necessidade de uso da linguagem escrita em diferentes meios digitais.
Nesse contexto, a língua Kalapalo enfrenta desafios significativos. No âmbito da educação escolar indígena, em particular, a ausência de uma grafia padronizada dificulta, quando não inviabiliza, a necessária alfabetização em língua materna preconizada pelo direito à educação diferenciada, intercultural e bilíngue. Ela também prejudica a elaboração de materiais didáticos e de apoio didático, os quais, por sua vez, têm seu alcance limitado pelos problemas subjacentes à alfabetização na língua materna. Por fim, para além do âmbito da educação escolar, o uso disseminado de tecnologias digitais demanda um uso escrito da linguagem que, na ausência de uma grafia padronizada, amplamente aceita e compreendida, impele cada vez mais ao uso da língua portuguesa, preterindo o uso escrito da língua kalapalo.
Tendo isso em vista, este programa prevê uma série de ações que têm como objetivo contribuir para o fortalecimento da língua kalapalo, tomando como ponto de partida suas formas de interação com o espaço da educação escolar indígena, em particular por meio da escrita. Pretende-se que tais ações sejam desenvolvidas desde uma perspectiva interdisciplinar e colaborativa, com contribuições da Antropologia, da Linguística e da Pedagogia, e com a participação ativa da comunidade kalapalo em todas as etapas de planejamento, execução e avaliação das ações aqui previstas.
*Para mais informações consulte o docente responsável
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| Alessandra Leão e Mestre Sapopemba |
Thaís Lima Nicodemo |
IA |
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Os convidados Mestre Sapopemba e Alessandra Leão virão no dia 20 de maio, para realização de evento ligado ao LAVES - Laboratório de Voz e Escuta (que possui vetor de extensão). Os convidados irão apresentar músicas e vocalidades de religiões afro-brasileiras. O evento irá acontecer no auditório do IA, de 14h-17h, será aberto ao público e contará com a com a participação de discentes de graduação e pós-graduação e aberto ao público em geral.
*Para mais informações consulte o docente responsável
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| Alfabetização em História e o uso de tecnologias digitais no ensino de História |
Ana Silvia Volpi Scott |
IFCH |
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O minicurso será dividido em duas partes. Inicialmente, apresentaremos o conceito de Alfabetização em História, um método de ensino que viabiliza aos educandos a produção do conhecimento crítico por intermédio dos dados, informações e contextos e que lhes são cotidianos. Ele pode ser obtido a partir do contato do estudante com o método do conhecimento histórico e com as relações e os condicionantes que afetam sua elaboração. Em outras palavras, é a capacidade epistemológica e metodológica construída a partir da apropriação dos elementos do fazer histórico. O objetivo da alfabetização em História é possibilitar que o educando aprenda a coletar e interpretar dados e fontes, transformando-os em informações e conhecimento a partir de uma atitude crítica e reflexiva em relação ao mundo que o cerca e em relação ao próprio processo ao qual tais dados foram submetidos.
No segundo momento, apresentaremos práticas pedagógicas em sala de aula que são capazes de inserir as fontes primárias, sua análise e crítica no centro do processo de ensino e aprendizagem. Nessa etapa, abordaremos como o uso de tecnologias digitais, tais como, podem contribuir para a construção do conhecimento escolar, segundo os princípios da Alfabetização em História.
O minicurso é parte integrante das atividades desenvolvidas durante o IX Simpósio Nacional de História da População, cuja temática “Demografia Histórica e História das Populações na Era das Humanidades Digitais” procura dialogar com diferentes públicos que compartilham de reflexões sobre as novas tecnologias digitais, bem como seus usos e abordagens.
A atividade será ministrada pelos Professores Andrei Felipe Campanini (Mestre em História Social pela UNICAMP, professor de Educação Básica na Prefeitura Municipal de Campinas) e Gabriel Vinicius Baroni (Mestre em História Social pela UFRJ, professor de Educação Básica na Prefeitura Municipal de Campinas). Contará também com o apoio de discentes da graduação e pós-graduação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, na construção e organização da dinâmica do minicurso. Esta atividade integra um projeto em desenvolvimento pelos Professores Andrei e Gabriel, desdobramento do trabalho realizado desde 2020, pelo Grupo de Estudos do Componente Curricular de História, da Secretaria Municipal de Educação de Campinas. O Grupo compõe a política de formação continuada do município, destacando-se por ser coordenado por e voltado para os professores da rede, que são incentivados a participar por meio de remuneração e certificação. Isso permite, entre outros benefícios, que tais ações formativas ultrapassem os referenciais teóricos e adentrem a realidade e a concretude das salas de aulas.
Contará também com o apoio de discentes da graduação (principalmente dos cursos de História e Ciências Sociais) e pós-graduação (principalmente da História e Demografia) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, na construção e organização da dinâmica do minicurso.
Prezada Comissão de Extensão,
Segue para sua apreciação a atividade de extensão intitulada “Alfabetização em História e o uso de tecnologias digitais no ensino de História”, um minicurso proposto no âmbito do IX Simpósio Nacional de História da População, que ocorrerá no IFCH/Unicamp, entre os dias 17, 18 e 19 de setembro de 2025. A atividade será ministrada pelos professores Andrei Campanini e Gabriel Baroni, da Educação Básica na Prefeitura Municipal de Campinas, e consiste em um desdobramento do trabalho realizado desde 2020, pelo Grupo de Estudos do Componente Curricular de História, da Secretaria Municipal de Educação de Campinas. O minicurso dialoga diretamente com a temática do Simpósio ao considerar o uso de tecnologias digitais e seus impactos, no recorte do ensino de História. Contará também com o apoio de discentes da graduação (principalmente dos cursos de História e Ciências Sociais) e pós-graduação (principalmente da História e Demografia) do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, na construção e organização da dinâmica do minicurso. Será realizada ampla divulgação para atingir o público-alvo: Professores da educação básica (Fundamental e Médio) de História e demais Ciências Humanas; estudantes de licenciatura em História e demais Ciências Humanas.
*Para mais informações consulte o docente responsável
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| Alternativas Sistêmicas Rumo à Sustentabilidade da Vida |
Rosana Icassatti Corazza |
IG |
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O Programa de Extensão Alternativas Sistêmicas Rumo à Sustentabilidade da Vida constitui um esforço institucional na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para articular ensino, pesquisa e extensão em torno da formação crítica e da produção colaborativa de conhecimento sobre caminhos alternativos diante das crises socioecológicas contemporâneas. Coordenado por docentes do Instituto de Geociências (Profa. Dra. Rosana Icassatti Corazza) e do Instituto de Economia da Unicamp (Prof. Dr. Paulo Sérgio Fracalanza), o programa reúne diferentes frentes pedagógicas e extensionistas em um percurso contínuo iniciado em 2020, que hoje se consolida em três eixos centrais: a disciplina Capitalismo e Crise Ambiental: Transições e Alternativas (atualmente com o código CX 923), o Ciclo de Debates/Minicurso homônimo e o livro Alternativas Sistêmicas Rumo à Sustentabilidade da Vida (no prelo pela Editora da Unicamp, com apoio da PROEEC).
Desde sua primeira edição, em 2020, a disciplina universitária EX901 – Capitalismo e Crise Ambiental: Transições e Alternativas tem se configurado como experiência singular de curricularização da extensão. Estruturada integralmente em créditos extensionistas e aberta a estudantes de diferentes cursos da Unicamp, a disciplina propõe um percurso formativo que integra fundamentos das Ciências Econômicas, da Ecologia Política, da Economia Ecológica, da História Ambiental e de campos interdisciplinares emergentes. Seu diferencial consiste em não se limitar ao diagnóstico da crise ambiental, mas avançar para a investigação sistemática e a experimentação pedagógica de alternativas sistêmicas, com destaque para perspectivas como o decrescimento, o ecossocialismo, o ecofeminismo, a economia do bem viver e a economia de Francisco e Clara.
A disciplina adota metodologias de aprendizagem ativa e promove o protagonismo discente, em especial na preparação e realização do Ciclo de Debates “Alternativas Sistêmicas Rumo à Sustentabilidade da Vida”, ação extensionista vinculada que ocorre anualmente desde 2020, com exceção do ano de 2022. O ciclo, que a partir de 2024 assumiu o formato de minicurso de extensão com carga horária definida, critérios de participação e certificação, funciona como espaço singular de diálogo entre universidade e sociedade. Estudantes atuam diretamente na curadoria de temas, apoio à seleção de palestrantes, mediação de encontros, produção de materiais de divulgação e interação com o público, assegurando caráter coletivo e horizontal à iniciativa. As transmissões ao vivo e a disponibilização em formato aberto no YouTube ampliam seu alcance: até o momento, os ciclos reuniram mais de 40 especialistas nacionais e internacionais, emitiram mais de 800 certificados e somam mais de 22 mil visualizações, podendo se tornar inspiração para práticas similares dentro e fora da Unicamp.
O terceiro eixo do programa é a produção do livro de divulgação científica Alternativas Sistêmicas Rumo à Sustentabilidade da Vida, contemplado no edital conjunto PROEEC/Editora da Unicamp (2023). A obra, prevista para publicação em 2025, sistematiza a trajetória formativa e extensionista do programa, reunindo diagnósticos sobre a crise ambiental e experiências concretas de alternativas viventes. Estruturado em duas partes, o livro articula conceitos e abordagens críticas à sustentabilidade da vida com a apresentação de práticas emancipatórias, abordando temas como cuidados e feminismos, agroecologia, visões sobre a água, pós-extrativismo e novas economias solidárias. Escrito de forma colaborativa por docentes, pesquisadores e pesquisadoras da Unicamp e de instituições parceiras, o livro busca servir como material didático para disciplinas universitárias, ferramenta de apoio a atividades extensionistas e recurso acessível a coletivos sociais e comunidades escolares.
A força do programa reside na organicidade entre suas ações: a disciplina funciona como espaço de experimentação pedagógica; o ciclo de debates promove o encontro público entre saberes acadêmicos e sociais; e o livro consolida e projeta o conhecimento produzido, ampliando sua circulação. Trata-se, portanto, de uma prática extensionista integrada, que alia formação crítica, produção colaborativa e difusão pública do conhecimento. Ao longo de suas cinco edições, o programa tem mobilizado estudantes prioritariamente da graduação, ocasionalmente da pós-graduação, de diferentes institutos e faculdades da Unicamp (IG, IE, IFCH, FEC, FEA, IA, entre outros), docentes e pesquisadores de instituições nacionais e internacionais, além de movimentos sociais, coletivos culturais e redes ativistas, configurando-se como espaço plural de aprendizado e engajamento.
O impacto social e acadêmico do programa pode ser observado em diferentes níveis. No plano interno à universidade, contribui para a curricularização da extensão, para a transversalidade acadêmica e para a formação cidadã dos estudantes. No plano externo, promove diálogo interdisciplinar e de “ecologia de saberes” com a sociedade, valorizando práticas emancipatórias e experiências concretas que visam a sustentabilidade da vida. Em termos de difusão, os resultados incluem centenas de estudantes certificados, milhares de visualizações dos debates online, engajamento estudantil na produção de materiais de comunicação e a produção de uma obra coletiva com potencial de referência nacional.
Para os próximos anos, o Programa de Extensão Alternativas Sistêmicas Rumo à Sustentabilidade da Vida planeja consolidar suas formas de diálogo com a sociedade. Entre as iniciativas previstas, destaca-se a exposição de pôsteres “Alternativas em Movimento” (título provisório), que apresentará a produção discente em equipes, combinando reflexões conceituais, experiências vivenciadas e registros imagéticos de práticas, comunidades e iniciativas mobilizadas como alternativas. Essa atividade poderá reforçar o caráter público e colaborativo do programa, valorizando a autoria estudantil e ampliando a circulação social dos conhecimentos produzidos.
Assim, o programa constitui-se como uma proposta inovadora e consolidada de extensão universitária, orientada por valores de interdisciplinaridade, engajamento social e sustentabilidade da vida. Acreditamos que, mais do que um conjunto de ações isoladas, esse Programa representa uma experiência institucional de formação com potência transformadora, reafirmando o papel da universidade pública na construção coletiva de alternativas diante dos desafios contemporâneos.
*Para mais informações consulte o docente responsável
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| Amêndoa do licuri (Syagrus coronata) da Caatinga: Avaliação dos métodos de extração de compostos bioativos, fracionamento e atividade biológica. |
KLICIA ARAUJO SAMPAIO |
FEA |
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A Caatinga é um dos biomas brasileiros tido como um patrimônio biológico de valor incalculável, pois só existe no Brasil. Para promover o uso sustentável dessa biodiversidade, é importante fomentar iniciativas que integrem ensino, pesquisa e extensão e auxiliem cooperativas locais que trabalham com produtos da Caatinga, como frutas nativas e plantas medicinais, além de desenvolver tecnologias que permitam a exploração dos recursos da Caatinga de forma sustentável, sem comprometer sua conservação. Na Bahia, existem diversas cooperativas que trabalham com produtos da Caatinga, como a Coopefrut, em Miguel Calmon, que utilizam frutos regionais e plantas para a produção de óleo, farinha e outros produtos alimentícios, garantindo assim uma fonte de subsistência, respeitando a biodiversidade e a cultura local. O licuri é uma das plantas mais exploradas da região, cujos frutos são coletados manualmente e têm suas amêndoas quebradas pelas 'quebradeiras de licuri' para o desenvolvimento de novos
*Para mais informações consulte o docente responsável
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| Anatomy and Physiology Day |
Maria Andréia Delbin |
IB |
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Anatomy and Physiology Day é um evento realizado no Instituto de Biologia da Unicamp, organizado por discentes e docentes envolvidos na Liga Acadêmica de Fisiologia e Clínica Médica, na Liga Acadêmica de Anatomia e no Programa de Mentoria, o evento recebe escolas de ensino médio e técnico e proporciona atividades para o estudo nas áreas de Anatomia e Fisiologia Humana.
*Para mais informações consulte o docente responsável
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| antenadoHz - um Canal de Ciência, Tecnologia e Vida Acadêmica Voltado para a Sociedade |
Romis Ribeiro de Faissol Attux |
FEEC |
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Na caminhada rumo a uma universidade genuinamente extensionista, um desafio é estabelecer canais de comunicação que empreguem, com naturalidade, os recursos e potencialidades
associadas à novas mídias digitais. Ademais, tendo em vista que a curricularização requer o protagonismo do corpo discente, o uso das mídias digitais pode se unir ao emprego de formas
contemporâneas de expressão linguística, visual etc. Nesse espírito, propomos, neste projeto, a criação de um canal englobando criação de materiais para divulgação de temas ligados à ciência, à tecnologia e à vida acadêmica: o canal antenadoHz. O canal usará elementos de vídeos, entrevistas, podcasts e outras formas pertinentes, e terá um cunho extensionista tanto na construção do conteúdo quanto através da possibilidade de comunicação com o público por meio de canais de chat / e-mail quanto através de registros de conversas com pessoas pertencentes à comunidade “externa aos muros da universidade”.
Oferecimentos
De 23/03/2026
à 01/07/2026
*Para mais informações consulte o docente responsável
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